Resenha: HL: Pocket Girl - How Heroes Are Born

Olá viajantes como vão? Acho que dessa vez eu não sumi por tanto tempo. Bem hoje falarei sobre uma história do Universo HL. Acredito que tenha sido a história mais longa que eu li numa plataforma como Nyah, até hoje.

Bem, vamos lá. O nome da história é HL: Pocket Girl - How Heroes Are Born é uma história original, criada por Aline Rodrigues. Tem como gêneros: Ação, Aventura e Ficção Científica. E uma indicação +16, por conter: Álcool, Linguagem Imprópria, Tortura e Violência.  Possui ao todo 34 Capítulos, e se encontra terminada, possuindo uma continuação: HL: Pocket Girl - Last Memories of Us, em andamento.

A história se passa nos EUA, em Nova York, e tem como protagonista Alice Harper, uma simpática professora com uma vida dupla (ou mesmo tripla, essa é uma história recheada de Plotwists e muitas subtramas). Ela é uma vigilante (vocês sabem que eu amo essa temática) em certos momentos, com um poder um tanto quanto peculiar. Não ela voa, não solta laser pelos olhos, ou mesmo é telepata. Seu poder é algo bem furtivo devo dizer, mas não irei discorrer sobre, meu desejo é que você seja surpreendido, tal como eu fui.

Referente à escrita, devo dizer que é fluida, os diálogos são bons e chegam a cativar o leitor. Inclusive a história foi betada e revisada, então é muito difícil algo lhe incomodar. Eu particularmente não vi nada muito gritante. A história é narrada em terceira pessoa, mas não com descrições fracas ou quase inexistentes, a autora sabe trabalhar suas descrições muito bem, em consonância com os diálogos, sem tornar a narrativa inteiramente dependente de descrições ou de diálogos.

Sobre a trama, ela é consistente, possuindo muitos aspectos de ficção cientifica e condizentes com o universo apresentado. E há também bastante referências acultura pop, um verdadeiro mar, mas a história não se sustenta somente nisso. Ela é intricada de subtramas (como eu já disse), mas não para encher linguiça não. Elas são necessárias, por que não só dão substância aos diversos personagens apresentados, como também, os desenvolvem.

Sobre os personagens, sem dúvida são o ponto mais alto da história, por que a grande e esmagadora maioria recebe muito desenvolvimento, e todos são relevantes para a história. Como são muitos, vou me ater apenas a cinco (que pra mim são os principais) e vou falar sobre os antagonistas.

Alice - A protagonista, ela possui uma inteligência e senso de dever singular, é bastante divertida, tem uma personalidade alegre, é uma grande amiga. Por vezes mentora de outros personagens e outras, aprende com eles. Você vai rir muito com essa doida aqui, ainda que ela possua um passado um tanto quanto obscuro (a maioria dos personagens têm, então relaxe).
 Benjamin (Benny) Johnson - Aluno da senhorita Harper, Benny é um adolescente bastante divertido e atrapalhado também, frequentemente apelidado de Dumbo por sua colega Taylor. Alice tem um carinho enorme por ele, chegando a ser fraternal. Ele é um personagem esforçado, luta por um futuro melhor e por aqueles que o rodeiam. Ele a admira muito, e essa admiração só vai crescer.

Rachel Grey & William (Will) Carter - Essa é a verdadeira dupla dinâmica, se deixá-los numa sala só, eu não sei quem mata o outro primeiro embora eu ache que é a Rachel. Esses dois vão arrancar de você ótimas gargalhadas, afinal são completos opostos. Sobre a Rachel, ela é uma mulher decidida, com seus amargores na vida, bastante brava também, mas quando você entende seu passado, você irá amá-la. Will, por sua vez, é um faz-tudo na escola, embora em seu passado tenha sido um Hacker ativista da Anonymuos. Ele vive uma vida tranquila, mas digamos que Alice vai revirar a vida dele completamente.  O coitado sofre com a frindzone.


Taylor Lee Parker - É uma personagem de caráter forte, do tipo que não leva desaforo pra casa. Uma das alunas mais próximas de Alice, sendo por vezes sua confidente, possui uma grande habilidade e inteligência na área mecânica. É briguenta e adora bater no Benny.

Vilões e Antagonistas - Eu honestamente vivo uma relação de pena e ódio com Jared Harper, pai de Alice. Ele fez muita coisa errada na vida dele, e tenta reparar isso, com outras nem tão positivas. É um vilão interessante, pois foge daquele clichê básico, de sou mal porque sou mal. Ele vai fundo, faz o impossível, o antiético o contraindicado pra atingir seus objetivos. Existem outros personagens que ocupam o cargo de vilões, mas manterei segredo sobre eles, acho que a única coisa que me incomodou nesse ponto é que alguns não tiveram um desenvolvimento muito grande, como o Sr Harper aqui.


Minha experiência com a autora e a obra


Bem, eu conheci Pocket Girl graças a dois fatores, o primeiro foi Nyx (história já resenhada aqui), e o segundo foi toda a divulgação que a autora fez, e faz diariamente para e pelo seu trabalho. Eu fui lendo e Á medida que eu fazia isso, ganhava cada vez mais carinho pela obra. Se não estou enganado problemas pessoas (os mesmos que me tiraram de circulação) impediram que eu continuasse minha leitura. 

Mas eu nunca esqueci e nunca desisti de ler essa história, talvez o foco maior dela, (Aline não me mate, não sejam as lutas, batalhas e os poderes. Eles estão lá e você sabe disso, mas para mim, essa história, é uma história sobre família (Não sei o motivo... mas me lembro de Lilo & Stich aqui, mesmo que não tenha qualquer relação). A grande mensagem dessa história é sobre família, o interessante é que você realmente para pra pensar e tenta responder: afinal o que é família?  

Sobre a autora, eu a conheci em suas postagens, e um belo dia tomei coragem pra falar com ela, afinal sou meio covarde. Posso dizer sem pestanejar que Aline Rodrigues é uma guerreira sem qualquer sombra de dúvida, mesmo tendo uma rotina super corrida, ela encontra tempo para escrever, não de forma desleixada, ela faz isso com carinho e com toda a dedicação que pode.

Segundo ela, Pocket Girl surgiu aos poucos: 

"Eu jogava RPG de Facebook com mais três amigos, então surgiu a ideia de uma RPG de heróis, mas os escritores como personagens. Como o nosso grupo já tinha "codinomes", e o meu era Mini Line, usei isso pra criar o poder de... e diminuir mais minha vontade de ficar invisível. O RPG acabou, mas eu gostei da ideia no geral, só que deixei engavetada, até que surgiu o Heroes Legacy."

"O engraçado é que eu fiquei com muito medo de sugerir PG e todo mundo achar uma história tosca e infantil kkkk. Ah! E o nome "Pocket Girl" veio na minha mente muito de repente. Eu acordei um belo dia com esse nome na cabeça".

Portanto, com base em tudo o que foi dito aqui, Pocket Girl fica com uma nota de 4,9/5. 

PS: Pessoalmente, não seria nenhuma surpresa se essa história estivesse em alguma livraria ou mesmo biblioteca. 




 




Link da Fic: https://fanfiction.com.br/historia/686114/HL_Pocket_Girl_-_How_Heroes_are_Born






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