Resenha: WSU's O Temerário


  Olá pessoal tudo bem? Hoje vou falar sobre algo que já andei tocando na página do facebook, uma história que tange de uma forma bacana e pouco clichê a esquizofrenia. 

  WSU's O Temerário é uma história original, postado no site Nyah! Fanfiction (não há qualquer custo ao ler), ela possui uma censura +16, por trabalhar com: Drogas, violência, linguagem inapropriada, violência e mutilação. Abrangendo os gêneros de Ação, Comédia, Drama, Humor Negro e Suspense. E possuindo ao todo: 8 capítulos. 

  Ela faz parte do universo compartilhado de histórias WSU, Writers Sociaty Universe, que em suma cumpre o nome que tem, várias histórias interligadas em um mesmo universo, que aborda vigilantes, heróis e vilões. Temerário é a primeira dessas histórias e se passa no Brasil. É algo bem pé no chão, não contendo nada "super". O autor se chama Maurício da Cunha Filho, 21 anos. Mora em Campina Grande, Paraíba. Segundo o autor, ele criou Temerário por: 

"Temerário é um desabafo. Ele vai na contramão dos heróis. Criei o Temerário, por que vi que saia da linha dos tipos de heróis que temos hoje: sempre é o fodão badass, ou o bonzinho altruísta. O Temerário não é nenhum desses, é carne, fraqueja, é falho e mesmo assim é um pai, um marido", 

  Mas vamos a história, o personagem principal se chama Marcos Fonseca, ele tem uma esposa chamada Elisa, uma filha chamada Vanessa e um padrasto, Ari. Vive uma vida boa e plena como lutador de MMA, até que acaba perdendo tudo para sua doença, a esquizofrenia. Neste ponto por si só a história ganha um ponto por tratar a doença como algo sério e sem romantizá-la, o que consiste plenamente com nossa realidade. 

  No prólogo é mostrado Marcos em seus melhores dias, já no primeiro capítulo, vemos uma lenda do MMA caída, perdendo tudo. Sua licença de lutador, o amor de sua esposa, a guarda de sua filha, bem como o carinho que seu padrasto (praticamente seu segundo pai) tinha por ele, fora o dinheiro que outrora possuiu. Para o ex-lutador, é o início de uma nova luta, mas ele não começa exatamente bem, pendendo por um curto período de tempo para o lado negro. 

  Mas conforme a história vai passando, bem lentamente vemos uma transformação no personagem, mas não uma total alteração, até porque Marcos continua doido (no sentido de zoeira mesmo). As cenas de luta são extremamente bem feitas, graça ao vasto currículo do autor e artes marciais e nesse ponto ele não deixa a desejar. 

  O protagonista é extremamente bem construído, tanto que eu posso vê-lo facilmente como uma pessoa real. Talvez sejam as loucuras do Marcos que o tornem um personagem tão palpável ou carismático, você se importa quando ele leva um soco ou talvez também vibre em seus momentos de alegria. A filha dele é uma graça, ela acredita e ama o pai que tem (mesmo ele sendo meio irresponsável), é uma criança que você ama e reza a Odin, para Marcos não fazer besteira e magoá-la. 

  Acho que Elisa é a mais apagada, ela me lembra um pouco a Chichi de DBZ que não gosta de ver o protagonista lutando. Brincadeiras à parte você entende o lado da Elisa. Afinal em todas as lutas ou quase todas que o Marcos teve, foi ela que limpou e cuidou de suas feridas, então ela pode até não ser tão carismática, mas sem dúvida é extremamente importante. 

  O padrasto Ari é um personagem que sinceramente me comove com muita facilidade, foi ele quem criou o Marcos, mesmo não sendo o pai do garoto, fez o possível para poder criá-lo e dar o amor que Marcos precisava, mesmo que as vezes, este o renegue, o que para mim doí, eu consigo sentir a dor do Ari nesses momentos. 

  Outra parte do elenco temos um gato falante e uma cabeça demoníaca de um traficante (calma, eles existem apenas na cabeça do Marcos). São abordados muitas vezes de maneira cômica, sendo quase sempre o alívio cômico e rendendo boas gargalhadas. 

  Os vilões são vários, e você vai realmente odiá-los, principalmente o Cobrador, com ele não há honra, sinto que se ele tivesse que atirar numa criança para poder fugir ele o faria sem dó, nem pena. E a medida que a trama for se desenrolando você vai odiá-lo mais ainda. 

  No que tange descrições, não é nada nível senhor dos anéis, a história passa o necessário para podermos compreender onde tudo ocorre, se está claro chovendo ou sol. A mesma coisa pode ser dita das descrições dos personagens, é uma coisa bem sucinta, o que para mim combina perfeitamente com o tom da história. 

  O roteiro é bem coerente e em nenhum momento falha, amarrando tudo muito bem e ás veze, te levando a pensar para chegar a uma certa conclusão. A narrativa é bem leve e fluida, então você não vai empacar com muita facilidade. 

  Por fim, posso concluir que: WSU's o Temerário, é uma excelente história nacional, narrada em nosso território, explorando elementos de uma forma natural e pouco estereotipada. Com uma trama bem construída, amarrada, personagens cativantes, boa narrativa e descrições. E que não brinca ao abordar a esquizofrenia (temos um gato falante e uma cabeça como alívio cômico eu sei, mas ainda assim o tema é abordado de forma bem danosa). Outro ponto positivo é a combinação da história em todos os complementos, nenhum elemento dos avisos é mal abordado e realmente casa com a história. A única certeza que eu posso te dar é que talvez, no último capítulo uma pequena lágrima possa acabar saindo dos seus olhos. 



Por tudo isso posso dar uma nota: 4,7 para WSU's o Temerário. 





Bônus: Minha Experiência Com o Autor. 



  Bem para quem não sabe, eu conheço o Maurício a quase um ano, Eu vi a construção da história, inclusive participei de seus questionamentos no capítulo final. O vi amadurecer muito como escritor e confio em seu talento para criar boas histórias e excelentes personagens, até mesmo trabalhando muito bem personagens que não são de sua autoria. 


  Eu o vi crescer e ele me ajudou a crescer muito, muitas vezes me chamando para a terra, posso dizer com orgulho ser amigo dele e poder trabalhar com o mesmo, acompanhando sua luta diária para ser um bom escritor. 

  Essa resenha não é por brotheragem, ou uma simples necessidade de enaltecer um amigo e colega, mas sim porque ele tem talento e no que ele coloca a mão, o mesmo faz com o coração. 

Clique na imagem para poder ler a história.


Comentários

  1. Nossa, as suas resenhas estão cada vez melhor, eu também sofri com o Ari, pela forma como ele é tratado pelo Marcos, me coloquei no lugar dele, enfim, leiam a história do temerário, eu já li e posso falar, vale muitíssimo a pena :)

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